Fevereiro 2017

Domingo, 5, 18h00

apresentação do livro

2029 - Fábula da extinção

com

Adriano Mattos, Bárbara Tortato, Manuel Bívar e Ana Gandum

Requiem para os últimos dias

Recital de piano por Kaisa Masso

(ed. MOSCA-BRABU)

Autobiografia científica de um tempo e de uma geração crescida e conformada pelas contradições afloradas no começo do século XXI.
Os pressupostos de vida anunciados por essa geração foram projectados num futuro próximo: trata de uma distopia político-científica anunciadora de uma evidência da extinção da espécie humana.
Através de uma escrita literária, da construção miúda de uma narrativa ficcional (contrariamente à informação produzida, consumida e publicada em profusão, ou dos discursos hegemónicos e cifrados dos ensaios académicos), 2029 aposta na potência das histórias contadas nos livros.

2029 – fábula da extinção desafia e provoca: que esperar dos arquitectos dos nossos próximos dias?

“A destruição das cidades alargada à dimensão global equivale à destruição daquilo que essa certa parte da humanidade construiu para si enquanto técnica de vida, enquanto um modo de se apropriar do planeta que a difere do restante dos seres. Sobre essa detecção, acrescente-se o aforismo de Georges Bataille no verbete Arquitetura de que ‘no desenvolvimento morfológico os homens só representam uma fase intermediária entre os macacos e os grandes edifícios’. E pode-se considerar tal ocupação do planeta uma forma de firmar seus domínios, de dizer que além daquela humanidade auto-referente e tecno-progressista não pode haver mais nada. Nesse sentido, não há futuro, mesmo para uma evolução da espécie enquanto pós-humanidade, que não seja mediado pelo avanço tecnológico que empreendem contra a natureza, a animalidade e, às vezes, contra si mesmos na ruptura de paradigmas culturais.”
(ver mais em http://www.buala.org/pt/mukanda/2029-fabula-da-extincao)

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