Maio 2007

 

QUINTA-FEIRA, 3

21h30 - Conversa com o autor MANUEL DA SILVA RAMOS

Participação de RICARDO PAULOURO

e do grupo de Jograis U...TÓPICO

Manuel da Silva Ramos nasceu em 1947, na Covilhã, onde fez os seus estudos liceais. Estudou Direito em Lisboa mas ao fim de quatro anos abandonou a universidade e o país e exilou-se em França para fugir ao fascismo. Aos 21 anos ganhou o Prémio de Novelística Almeida Garrett de 1968, instituído pela Editorial Inova e Portugália Editora, com Os Três Seios de Novélia.
Publicou três livros em parceria com Alface: Os Lusíadas ( 1977), As Noites Brancas do Papa Negro ( 1982) e Beijinhos(1996). Voltou definitivamente a Portugal em 1997 depois de ter ganho um Bolsa de Criação Literária atribuída pelo Ministério da Cultura. Em 1999 publicou Portugal, e o Futuro ?, O Tanatoperador, Adeusamália e Coisas do Vinho, com ilustrações de Zé Dalmeida. Em 2000, depois de uma viagem de investigação a Moçambique, publicou o seu romance mais ambicioso Viagem com Branco no Bolso. Em 2001, depois de ter ganho uma outra Bolsa de Criação Literária instalou-se durante três meses em Praga, na República Checa, onde escreveu Jesus, The Last Adventure of Franz Kafka, publicado em 2002. Em 2003, realizou uma facto-ficção sobre a sua cidade natal e o mundo dos têxteis : Café Montalto. Em 2006 publicou Ambulância e, em 2007 O Sol da Meia-Noite.
Tem numerosos inéditos, e a sua ficção, como disse um dia Ernesto Sampaio, é uma brisa fresca na literatura portuguesa.

O Sol da Meia-Noite

Porque é que um homem desesperado e que passou muitos anos no estrangeiro compra uma vulva barata a um vendedor ocasional numa rua central de Lisboa ? Bela pergunta. Mas a resposta leva-o a uma subjugante descida aos infernos da noite lisboeta onde acabará por encontrar num bar do Bairro Alto uma mulher loira norueguesa de personalidade labiríntica, assediada sexualmente de dia e de noite por velhos e novos, e que será um dos grandes amores da sua vida.
Esta novela feroz e com um cunho autobiográfico, eroticamente incandescente, cheia de álcool, nervos e dias de loucura, com uma extraordinária galeria de personagens secundários onde avultam o Homem- Elefante e Mao, a chinesinha da Mouraria que é a encarnação da deusa Guan Yin, lança também um olhar novo sobre um Portugal frustrado e mergulhado na serrazina assim como dá do sexo uma visão salvadora. O Sol da Meia-Noite fará data na literatura portuguesa do género.
Nos restantes contos deste livro, também destinados à juventude ou aos espíritos fortes, aparece também o sexo como motor da vida e da criação, e a viagem como um constante complemento do amor. O amor, o sexo e o algures são aqui experiências inabaláveis que, aliados à prodigiosa e subversiva imaginação do autor, dão ao destino de um homem um valor incalculável.
Manuel da Silva Ramos impõe-se aqui, depois de ter consolidado a sua aventura literária, como um poderoso escritor de temas eróticos e a par dos grandes confrades estrangeiros, Miller, Bukowski ou Selby.

 

Sobre AMBULÂNCIA :

 

“ Silva Ramos é um prosador originalíssimo e de poderosa imaginação...A mordacidade e a zombaria cumpliciam-se com a ternura e a compreensão pela natureza humana...Este livro é um regalo ! “

       BAPTISTA- BASTOS

 

“ Um percurso épico por um país tresmalhado...Manuel da Silva Ramos teatraliza algumas das questões fundamentais da realidade portuguesa contemporânea. A 12ª obra de um nome ímpar das letras portuguesas...”

                                                    Revista “ OS MEUS LIVROS “

“ Tanto pelo rasgão violento que produz no pardacento horizonte actual do romance português quanto pela recuperação da vertente satírica da nossa literatura, Ambulância mostra-se verdadeiramente merecedor de um prémio literário.

MIGUEL REAL

 

Ambulância não é só e definitivamente esse grande e felizmente imperfeito romance fora de categorias, mas é uma proposta de autópsia de Portugal ...Uma obra se não prima, então singular.”

   JORGE LISTOPAD

 

“ Ou me engano muito ou Ambulância com a sua estrutura fragmentária, a pluralidade das vozes, o atrevimento terno e descontraído do narrador principal (...) é um dos grandes romances desta transição do século XX para o XXI, ultrapassando o melhor que Manuel da Silva Ramos já nos havia dado. “

                                                                         URBANO TAVARES RODRIGUES

http://www.jograis-utopico.com