MAIO 2011

SEXTA-FEIRA, 27

21h30

JOÃO PEREIRA DE MATOS

apresenta os livros

edição

 

João Pereira de Matos estudou Direito na Universidade Católica, Filosofia na Nova e Literatura Italiana na Universidade de Sassari, Sardenha. Foi investigador do Centro de História da Cultura e presentemente frequenta o mestrado em Filosofia na Faculdade de Letras. Publicou, na editora Apenas Livros, A Machina Circunspecular, Fumar Mata (ilustração), Requiem par'Imortais, Ônfalo e Ciência Vaga e colaborou em várias edições das revistas Seara Nova, Big Ode, Callema, Minguante, Piolho e Nova Águia. Tem um programa de rádio (X-Acto) na Rádio Zero do Técnico.

Corpus Canonicum tomo II
Nesta segunda caixa antológica, aos três livros inéditos abaixo referidos, junta-se a obra Ciência Vaga completando, desta forma, o primeiro volume que integrou a Machina Circunspecular, Requiem par'Imortais e Omphalós.

Cancioneiro d'Érebo
Sendo o Érebo a parte mais escura do Inferno, este «Cancioneiro d'Erebo é uma proposta de livro que versa sobre todo o desavindo».
Porém «O que é, então, o Inferno senão as plúrimas formas d'incompreensão?
Assim, primo, a unidade em teratológico conjunto delas; secundo, as suas – desavindas – relações recíprocas; e, tertio, um mais fundo & profundo adensar de pavor quando, pelo desventuroso contrário, nem qual íntima convivência com o eu de nós outros parece possível».

Scherzi
Em italiano, scherzo significa brincadeira e, assim, «Abdicando de, mais em espaço, desenvolver a longa narrativa, fomos praticando a difícil arte de fragmentar a ideia e, arredio, à história que tem os próprios princípio, meio & fim, trunca-se o penar fluído a cada personagem. Isto em prol do desiderato quas'alquímico, s'optimismo houver, de captar o insidioso instante de quanta ruína».
E, se o número cem é cifra d'infinito, a um rápido ritmo se sucedem estes noventa e nove Scherzi.

Visões do Vazio em um Livro Autógrafo
O vazio de que aqui vos falo é essa «saudade de plenitude» que, jamais vivida mas, de perene, sentida tem a deletéria propriedade de, por sua feroz matéria d'ausência, ser o resíduo ou precipitado desses quantos mundos só de verbo existidos.

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