Novembro 2007

Sábado, 10

18h30

Apresentação do livro de

ANTÓNIO FERRA

Silêncios Comprados

(ed. Europress)

por

VIRIATO TELES

Silêncios Comprados integra-se numa série de livros em pequeno formato - a colecção gema da editora Europress. Os precedentes, Olhar o Silêncio e Água e Fogo, centram-se noutros  espaços, tratando todos eles o tema da incomunicabilidade na fronteira da loucura. 
Este é um livro de histórias fantásticas, tal como os anteriores, integrando-se num mundo suburbano, um ambiente surreal tratado pelo autor também na expressão plástica.

ANTÓNIO FERRA nasceu no Porto em 1947. Vive em Lisboa.
Publicou várias obras nas áreas da pedagogia e da literatura para crianças, em que se assinalam, respectivamente, Pedagogia Centrada na Pessoa e Caleidoscópio, peça premiada pela SEC em 1980. O seu primeiro livro de poesia, Com a Cidade no Corpo, foi editado em 2002, e, em 2006, saiu A Palavra Passe. Foi incluído nas antologias de poesia Ao Porto, EnCantada Coimbra e Algarve-todo o mar.
Tem desenvolvido a narrativa, Crónicas dos Novos Feitos da Guiné, O Vermelho e o Negro, Olhar o Silêncio, Água e Fogo.
Ilustrou as suas peças de teatro para a infância e participou em várias exposições, mantendo ao longo do tempo um trabalho de expressão plástica, como uma continuidade possível para o trabalho da escrita.

(...) Tentado a questionar-se sobre a necessidade de saber que tempo, afinal, vivemos, nós, quis António Ferra fazer do seu discurso, não um efeito de estilo, mas um processo de comunicação poética concretamente dirigido à consciência de si, que o mesmo é dizer: à consciência do tempo que somos: «(..) tudo isso está perdido dentro de mim», entenda-se: « (..) mas com uma nostalgia tramada (..)»

....................................................................... Vergílio Alberto Vieira (prefácio de A Palavra Passe)

 

VIRIATO TELES nasceu em Ílhavo, vive em Lisboa e tem sido jornalista. Tinha 16 anos em 25 de Abril de 1974. Viveu activamente os anos da brasa e os outros também. Lutou por causas perdidas e não está arrependido. Já trabalhou em mais lugares do que desejava e fez coisas ainda piores. Esteve em Kiruna e em países que já não existem, atravessou o Rubicão em várias partes do mundo e regressou sempre a Lisboa. Publicou uns poemários e é autor de vários livros de reportagem e de algumas incursões furtivas pela ficção. Nos últimos tempos cortou a barba, deixou de fumar e não acertou no totoloto. Quando for grande quer ser artista de variedades.