Luís Maia Varela


Licenciado em Letras, é professor. Viveu dez anos em Inglaterra, onde foi leitor nas universidades de Salford, Sheffield e Leeds.
Para além de dispersos, publicou os livros de poemas Talvez Nada Se Passe e Agora que a noite...

O tom coloquial, anti-oratório, da maioria dos poemas, o uso do transporte, os versos sincopados, numa deriva de sentido que se espraia por toda a estrofe, constroem um discurso moderno e aliciante.
Importa, de resto, assinalar que em agora, que a noite, há também poesia de amor, melancolicamente irónica e auto­-irónica, sempre vigiada, atingindo não raro a veemência dos nossos bons poetas exilados.

Urbano Tavares Rodrigues

 

António Ferra nasceu no Porto em 1947. Vive em Lisboa.
Publicou várias obras nas áreas da pedagogia e da literatura para crianças, em que se assinalam, respectivamente, Pedagogia Centrada na Pessoa e Caleidoscópio, peça premiada pela SEC em 1980. O seu primeiro livro de poesia, Com a Cidade no Corpo, foi editado em 2002, e, em 2006, saiu A Palavra Passe. Foi incluído nas antologias de poesia Ao Porto, EnCantada Coimbra e Algarve-todo o mar.
Tem desenvolvido a narrativa, Crónicas dos Novos Feitos da Guiné, O Vermelho e o Negro, Olhar o Silêncio, Água e Fogo..
Ilustrou as suas peças de teatro para a infância e participou em várias exposições, mantendo ao longo do tempo um trabalho de expressão plástica, como uma continuidade possível para o trabalho da escrita.

(...) Tentado a questionar-se sobre a necessidade de saber que tempo, afinal, vivemos, nós, quis António Ferra fazer do seu discurso, não um efeito de estilo, mas um processo de comunicação poética concretamente dirigido à consciência de si, que o mesmo é dizer: à consciência do tempo que somos: «(..) tudo isso está perdido dentro de mim», entenda-se: « (..) mas com uma nostalgia tramada (..)»

Vergílio Alberto Vieira (prefácio de  A Palavra Passe

 

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Abril 2007

 

QUINTA-FEIRA, 19

21h30 - Conversa com o autor ANTÓNIO FERRA

interlocutor LUÍS MAIA VARELA