Maio 2007

 

QUINTA-FEIRA, 17

21h30

EDUÍNO DE JESUS

UM AÇORIANO EM LISBOA

 

Interlocutores ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA

LUÍZA MARTINS COSTA

EDUÍNO MONIZ DE JESUS

Nascido em 1928, na ilha de S. Miguel, integrou a geração literária que, em finais da década de 40, naquela cidade fundou o Círculo Literário de Antero de Quental. Com Jacinto Soares de Albergaria, Fernando de Lima, Fernando Aires, Eduardo Vasconcelos Moniz, Rui Guilherme de Morais e, mais tarde, Pedro da Silveira e Carlos Wallenstein, empenhou-se na afirmação da modernidade e na polémica sobre a autonomia da literatura açoriana.
Estudante de Filologia Românica, iniciou , ainda no tempo de Coimbra, colaboração nas páginas de artes e letras de jornais diários como o Diário de Notícias, O Primeiro de Janeiro e O Comércio do Porto, e de revistas como Vértice, Estudos e Graal.
Na década de 1950 publicou três livros de poesia: Caminho para o Desconhecido (1952), O Rei Lua (1955), A Cidade Destruída Durante o Eclipse (1957), e uma peça de teatro: Cinco Minutos e o Destino (1959).
Na década de 60, já em Lisboa, onde passou a residir a partir de 1959, fez critica de teatro na revista Rumo e integrou o Conselho de Directores da Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura “Verbo”, para a qual organizou a secção de teatro e redigindo mais de um milhar de entradas.
Pertenceu ao conselho de leitura dos Teatros Nacionais de D. Maria II e de S. João.
Escreveu sobre artes plásticas, principalmente na revista Panorama e em catálogos de exposições individuais e colectivas. Por essa altura representou Portugal no júri internacional da X Bienal de S. Paulo e prefaciou o catálogo da representação portuguesa na VI Bienal de Paris.
Foi editor e membro do conselho de direcção da revista de artes e letras Contravento. Produziu e dirigiu, para a RTP, os magazines literários Convergência e Livros & Autores.
Leccionou na FL da Universidade de Lisboa durante mais de vinte anos. Foi conferencista em diversos colóquios e congressos internacionais.
Tem colaboração dispersa, de poesia, ficção em prosa e ensaio, em diversas publicações periódicas e em volumes colectivos. Está representado em diversas antologias poéticas em Portugal e no estrangeiro.
Parte significativa da sua Poesia encontra-se reunida numa antologia pessoal, Os Silos do Silêncio – Poesia (1948-2004), publicada em 2005 em Lisboa pela Imprensa Nacional, na Colecção “Biblioteca de Autores Portugueses”.
Actualmente, é presidente da direcção da Casa dos Açores, em Lisboa.

 
 

 

 

 

ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA

Poeta, contista, ensaísta, actor, dramaturgo, encenador e figurinista. Entre a Poesia e o Teatro ainda há espaço para a Ópera e a Gastronomia. Reformou-se como Mestre de Cena do Teatro S. Carlos mas está desejoso de se reformar da reforma porque o seu quarto, na Casa do Artista, é uma oficina onde trabalha noite e dia.
Continua a escrever poesia, ensaios, estudos e memórias de viagens. Nos intervalos faz prefácios e conferências. Uma vida em cheio que recomeça todos os dias, vai para 85 anos.

LUÍZA MARTINS COSTA

Professora do Ensino Secundário, pertenceu aos corpos gerentes da Casa dos Açores, em Lisboa. Actualmente aposentada, divide o seu tempo entre a Ilha Terceira e a literatura.